"Deficientes, feios e pobres "
Esse mundinho de criar frase politicamente correta para os excluídos ou injustiçados é mais que hipocrisia. é idiolizante querem transformar negros em afro-descendentes.
Indíos em nativos, deficientes fisícos em portadores de nescessidades especiais.
Tudo isto não passa de uma forma que os politicamente corretos acharam para tentar esconder - mesmo com o pomposo nome de portadores de necessidades especiais - os deficientes físicos, que continuam sem acesso, sem respeito e sem poder exercer plenamente sua cidadania.
Tenho um irmão cadeirante ( que anda de cadeira de rodas, um paraplégico T-4 ) - aviso logo, antes que digam que estou comentando algo que eu não entendo. E não é uma terminologia pomposa que o vai dignificar ou mundar a situação de exclusão em que vive, mesmo rodiado de pessoas que opoíam e o ajudam a ultrapassar obstáculos tanto fisicos quanto psíquicos.
Os prédios não dão acessibilidade, os taxistas fazem cara feia e não param, os ônibus não estão adaptados e as pessoas, em vez de tratarem o deficiente fisíco como um cidadão, acabam os classificando como coitadinhos ou os rodeando de uma pena irritante.
Entre eles mesmos (os cadeirantes) se divertem colocando apelidos e os chamando sem arrodeios ou hipocrisia por suas deficiênçias. E nós, tendo um em nosso família aprendemos que essa história de palavras politicamente corretas não passam de uma cortina para esconder as graves falhas da sociedade com quem é diferente, feio, aleijado, pobre e de cor...
Não importa se chamamos de puta, garota de programa, mulher da vida ou qual quer terminologia politicamente correta. O que importa é se este politicamente correto é só da boca para fora ou estamos carregados de preconceito ou inclusão.
Não interessa se o cadeirante é paraplégico, aleijada, deficiente ou portador de necessidades especias. Importa é o engenheiro construir rampas, o taxista parar é dobrar sua cadeira no porta - malas, o prédio público ter banheiros adaptados e os meios - fios adaptados.
Jamais iremos contruir um mundo sem exclusão achando que buscando palavras politicamente corretas estamos acionando uma varinha de condão para incluir e dar acessibilidade aos deficiêntes ou mundando a mentalidade de quem descrimina e exclui.
Só vamos mundar a realidade de quem está em desvantagem em relação aos que se acham normais permintindo que os portadores ou deficientes de toda espécie exerçam sozinhos seu direito de ir e vir, sintam-se cidadãos plenos e possam viver sem ser tratados como coitadinhos, que precisam de pena e dó para que as leis sejam respeitadas.

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